Saúde da mulher

Estilo de vida

Certamente você já ouviu falar ou conhece alguém com psoríase, doença inflamatória crônica, não contagiosa, que atinge cerca de 2% da população mundial.
No Brasil, segundo pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de
Dermatologia (SBD), em 2017, a psoríase atinge 1,31% das pessoas, sendo mais prevalente no Sul (1,86%) e no Sudeste (1,88%), possivelmente por conta de menor irradiação solar e da maior ascendência europeia nessas regiões.

Todas as mulheres têm direito ao acesso à saúde integral, humanizada e de qualidade, livre de qualquer forma de preconceito ou discriminação por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Desta forma, é importante o autocuidado e a mudança de hábitos para um estilo de vida mais saudável.

Falar em direito à saúde implica em uma perspectiva de cuidado integral, completo, em que os profissionais considerem as singularidades das mulheres, com suas histórias, hábitos e contextos familiares, em especial considerando as condições diferenciadas das mulheres em situação de rua, com deficiência, com transtornos mentais, negras, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais, mulheres do campo, da floresta e das águas, indígenas, ciganas, idosas, em uso de álcool e outras drogas, privadas de liberdade, entre outras. Historicamente esses grupos são marcados por exclusão social, o que provoca acesso desigual a bens e serviços.

Ginecologista: qual a importância e o que faz

Podemos dizer que este é o profissional médico mais presente na vida das mulheres, em diferentes fases da vida. Na puberdade e adolescência, na introdução aos métodos contraceptivos, no início da vida sexual, na gestação, no tratamento de condições médicas, na menopausa e em tantas outras questões, é com o ginecologista que as mulheres podem contar.

Por ser tão importante para a saúde feminina, é fundamental conhecer o que faz esse profissional e quando procurá-lo.

Saiba o que é a ginecologia

A ginecologia, considerada a ciência da mulher, é a especialidade médica responsável por estudar, diagnosticar e tratar questões fisiológicas e patológicas da saúde feminina, especificamente à do aparelho reprodutor (ovários, vagina e útero) e mamas.

Então, ginecologistas são profissionais especializados que prestam atendimento e dão especial atenção à saúde da mulher.

São várias as patologias diagnosticadas e tratadas por esta especialidade, tais como a descoberta de DST’s, prevenção de câncer do colo do útero, acompanhamento do uso de anticoncepcionais, descoberta e acompanhamento gestacional, diagnóstico e prevenção do câncer de mama e outras condições.

Normalmente, o primeiro contato das mulheres com os profissionais de ginecologia acontece na adolescência, quando o pediatra não é o médico mais adequado para acompanhar e solucionar questões que envolvem, por exemplo, o início da vida sexual.

Geralmente, os ginecologistas também trabalham como obstetras, acompanhando as mulheres durante o período gestacional e no momento do parto, área médica conhecida como ginecologia e obstetrícia.

Ginecologia e obstetrícia

É comum que ginecologistas também trabalhem ou tenham amplo conhecimento em obstetrícia, devido à proximidade das áreas.

Enquanto o ginecologista atua nas diversas esferas da saúde da mulher, o obstetra se volta ao período gestacional, ao parto e ao pós-parto.

Normalmente, a especialização do médico contempla ambas as áreas, fazendo com que, muitas vezes, seja complexo separá-las, logo que durante a gestação, o obstetra será capaz de atender às necessidades da saúde íntima da mulher também.

Ginecologia infantil

A ginecologia infantil ou ginecologia infanto puberal é considerada uma subespecialidade da área, pois atende especificamente crianças e adolescentes. As queixas levadas para os consultórios podem variar de acordo com a idade da menina.

A partir dos 8 ou 9 anos, por exemplo, as dúvidas que podem surgir se referem à puberdade, crescimento das mamas, dos pelos ou do início da menstruação. Geralmente, o início dos ciclos menstruais ocorre por volta dos 12 a 14 anos, portanto, nessa faixa etária é comum que as pacientes visitem o ginecologista para entender questões como cólica e menstruação irregular.

Primeira consulta com o ginecologista

Não é comum que o ginecologista realize um exame clínico na primeira consulta. Normalmente, a primeira visita ao ginecologista acontece logo após o primeiro ciclo menstrual, entre os 9 e 15 anos de idade da menina.

O médico deve, nesse momento, fazer perguntas em relação ao seu ciclo, aos sintomas que apresenta (cólica, dores nas mamas, variações de humor) e explicar para a paciente como funciona a menstruação.

É possível que exista um sentimento de vergonha ou insegurança antes da primeira consulta com o ginecologista, por isso é importante que os profissionais consigam estabelecer uma relação de confiança com as pacientes.

O uso de métodos contraceptivos, a educação sexual e as informações sobre sexualidade também podem e devem integrar a consulta, sendo que a informação precoce é o melhor modo de conscientizar as mulheres sobre a importância do cuidado à saúde.

Quando realizar o primeiro exame ginecológico?

Não existe um consenso em relação a idade ideal para se consultar com o ginecologista. O mais indicado é buscar tratamento sempre que apresentarem algum sintoma ou por volta dos 21 anos. Contudo, vai depender de cada caso ou de quando iniciar a vida sexual.  

O que fazer antes da consulta ginecológica?

Existem algumas recomendações e dicas que devem ser seguidas antes de se consultar com um ginecologista. Essas orientações são feitas para que os exames possam ser realizados sem qualquer impeditivo. Nesses casos, a mulher deve:

  • Agendar a consulta após 7 dias da menstruação;
  • Esvaziar a bexiga antes da consulta e da realização de algum exame específico (salvo aqueles que solicitem o contrário);
  • Evitar relações sexuais um dia antes da consulta, para não provocar alterações no pH vaginal;
  • Evitar ducha vaginal, pois pode interferir no exame de papanicolau;
  • Evitar cremes vaginais durante 3 dias antes da consulta;
  • Buscar ficar o mais tranquila possível, pois durante a realização dos exames, a contração dos músculos pode causar dores;
  • Usar roupas com 2 peças, evitando vestidos ou macacões. É recomendado por ser mais prático e confortável para a própria paciente;
  • Cuidar da higiene, indo sempre de banho tomado.
  • Para que serve e quando ir ao ginecologista

Normalmente você observa os sinais enviados pelo seu corpo quando algo não vai bem? Pois bem, muitas mulheres não observam ou desconhecem esses sinais. No entanto, é fundamental que as mulheres fiquem atentas ao próprio corpo e busquem ajuda médica sempre que percebam algo fora do padrão.  

Nem sempre é fácil perceber que algo está errado com a saúde do útero. Alguns dos problemas que afetam o órgão são silenciosos e muitos apresentam sintomas inespecíficos – ou seja, que podem indicar diversas outras patologias. Além disso, é bastante comum que as mulheres considerem esses desconfortos normais.

A recomendação, contudo, é consultar anualmente um ginecologista. Alguns sintomas podem auxiliar na observação de anormalidades no colo do útero, como:

  • Secreções vaginais anormais: Não ignore secreções com sangue, que tenham odor ou que sejam purulentas, elas podem significar uma infecção vaginal ou uma infecção uterina.
  • Dor no baixo ventre: Há muitos problemas que podem afetar a pelve e causam dor – a infecção é uma delas. Mas a causa também pode ser uterina.
  • Dor na relação sexual: Não é normal sentir dor durante o sexo. Isso pode significar, entre outras patologias, que o útero está com algum problema.
  • Infertilidade: A dificuldade para engravidar pode indicar endometriose ou uma infecção por clamídia, por exemplo.
  • Sangramentos: Sangrar fora do período menstrual deve ser sinal de alerta. Mesmo durante a menstruação, se o volume for grande, também se recomenda procurar um médico. As questões hormonais também interferem nesse sentido.
  • Aumento do volume abdominal: Pode ser um inchaço um pouco mais leve, que pareça um problema no intestino, um pequeno volume no pé da barriga ou mesmo um aumento mais significativo. Em alguns casos, a mulher parece grávida, mas é um mioma, um tumor benigno.
  • Principais doenças que afetam o útero
  • Há diversas patologias que podem atingir o colo do útero (parte mais baixa, que tem contato com a vagina) e o corpo do útero (parte mais alta).
  • Endometriose: Ocorre quando o endométrio, tecido que reveste o útero, deve ser eliminado a cada menstruação. Ou seja, deve ser expelido para fora da cavidade uterina. O problema pode causar sintomas como dores pélvicas na menstruação ou até fora do período menstrual, como: cólicas fortes, sangramento na urina ou nas fezes e infertilidade. O tratamento pode envolver desde o uso de hormônios até a realização de cirurgias.
  • Cervicites: São infecções que atingem o colo do útero, causadas normalmente por doenças sexualmente transmissíveis como gonorreia e clamídia. Elas podem ser assintomáticas ou apresentar quadros como dor e alteração na secreção vaginal. Normalmente, o tratamento é feito por meio de antibióticos.
  • Mioma: é um tumor normalmente benigno (só 0,1% dos casos são malignos) que pode causar dor, sangramento intenso e períodos menstruais prolongados. Há diversas formas de tratamento, que vão desde o uso de hormônios até cirurgia. Não há prevenção para o mioma: sabe-se que o problema afeta mais as mulheres negras e que tem um fator hereditário. A melhor forma de controlar é consultar regularmente o ginecologista e ficar atenta a qualquer alteração no corpo.
  • Infecção por HPV e câncer do colo do útero: O contato com o papilomavírus (HPV) pode gerar lesões e até evoluir para o câncer no colo do útero. Se diagnosticado precocemente, há excelentes chances de cura. Porém, se o problema está mais avançado, podem ser necessários tratamentos como quimioterapia, radioterapia e cirurgia para a remoção do útero ou mesmo de outros órgãos que tenham sido afetados.

Ginecologia Manaus

Se tiver interesse em agendar uma consulta com um ginecologista em Manaus, pode buscar esse profissional no Ipok, um aplicativo inovador de Bem-Estar e Saúde, cujo objetivo é facilitar o dia a dia de usuários que precisam agendar uma consulta médica de forma prática, ágil e segura ou apenas avaliar o atendimento de um profissional de saúde. Além, de efetuar buscas por profissionais especializados de acordo com suas enfermidades e também, poder acompanhar informações detalhadas para cada doença ou diagnóstico médico.

Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou no serviço público de saúde.

FONTE: Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Ginecologia, International Federation of Gynecology and Obstetrics.