psoríase

Psoríase: O que é

Você sabe o que é psoríase?

Certamente você já ouviu falar ou conhece alguém com psoríase, doença inflamatória crônica, não contagiosa, que atinge cerca de 2% da população mundial.
No Brasil, segundo pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de
Dermatologia (SBD), em 2017, a psoríase atinge 1,31% das pessoas, sendo mais prevalente no Sul (1,86%) e no Sudeste (1,88%), possivelmente por conta de menor irradiação solar e da maior ascendência europeia nessas regiões.


A psoríase é um distúrbio cutâneo que forma manchas espessas, vermelhas e acidentadas, cobertas por escamas prateadas, que podem aparecer em qualquer lugar, mas a maioria aparece no couro cabeludo, cotovelos, joelhos e região lombar. A enfermidade inicia-se, geralmente, na faixa dos 20 aos 30 anos, em ambos os sexos, e tende a persistir por toda a vida, com períodos de melhora e piora.

Sintomas

A psoríase começa como pequenos inchaços vermelhos, que crescem e formam escamas. A pele parece grossa, mas pode sangrar facilmente se você pegar ou esfregar as escamas.
Erupções cutâneas podem coçar e a pele pode ficar rachada e dolorida. As unhas podem formar caroços, engrossar, rachar e ficar soltas.

Diversos fatores ambientais também podem ser o gatilho para o surgimento ou o agravamento da patologia, como estresse, tempo frio, uso de alguns medicamentos (antidepressivos e anti-inflamatórios, por exemplo), infecções, em especial a de garganta, tabagismo e consumo excessivo de álcool.

Causas

Ninguém sabe a causa exata da psoríase, mas os especialistas acreditam que é uma combinação de inúmeros fatores. Quando há algo errado com o sistema imunológico causa inflamação, provocando a formação de novas células da pele muito rapidamente. Normalmente, as células da pele são substituídas a cada 10 a 30 dias. Com a psoríase, novas células crescem a cada 3 a 4 dias. O acúmulo de células antigas sendo substituídas por novas cria essas escamas de prata.
A psoríase não pode ser transmitida de pessoa para pessoa. Às vezes
acontece em membros da mesma família.

Tratamento da psoríase

O tratamento da psoríase é feito de acordo com o tipo e a gravidade. Nos casos mais leves, com poucas lesões e localizadas, o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT), do Ministério da Saúde, determina a utilização de medicamentos externos, como corticosteroides, calcipotriol e ácido salicílico.

Nos moderados e graves, é indicada, como primeira opção, a fototerapia ultravioleta B (UVB) de banda estreita ou psoraleno (fotossensibilizante e estimulante da produção de melanina), associado à fototerapia com ultravioleta A (PUVA). Se não houver resposta após 20 sessões, ou o paciente apresentar alguma restrição, o passo seguinte é a introdução de medicamentos orais sistêmicos (metotrexato, acitretina e ciclosporina).

A última alternativa, quando nenhuma das anteriores der resultado, são os imunobiológicos. Recentemente, inclusive, o Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou quatro deles no tratamento gratuito da doença em estágio avançado.
São os seguintes: adalimumabe, recomendado para a primeira etapa após falha da terapia padrão; secuquinumabe e ustequinumabe, recomendados para a segunda etapa, após falha da primeira; e etanercepte, recomendado após falha da terapia padrão em crianças.
Eles são aplicados por via subcutânea, como a insulina, uma vez por semana, uma vez por mês ou uma vez a cada três meses.

Medicamentos oferecidos pelo SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) liberou gratuitamente mais quatro
medicamentos para o tratamento de psoríase. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), as novas opções de tratamento são alternativas para casos mais graves da doença ou para quando o paciente não responde bem aos medicamentos já ofertados.
Ainda segundo o MS já eram ofertados pelo SUS, contudo, eram indicados para outras doenças. Entre os medicamentos incluídos para tratamento da psoríase estão: adalimumabe, indicado para a primeira etapa do tratamento após falha da terapia padrão para psoríase; o secuquinumabe e o ustequinumabe, indicados na segunda etapa do tratamento após falha da primeira; e o etanercepte, indicado na primeira etapa de tratamento da psoríase após falha da terapia padrão em crianças.

Tratamentos especializados da psoríase em Manaus

Referência no tratamento de doenças voltadas à Dermatologia em Manaus, a Fundação Alfredo da Matta (FUAM), diagnostica em média cerca de 200 novos casos de psoríase por ano no Amazonas.
Atualmente, a Fuam é a única unidade de saúde da rede pública no Amazonas a possuir equipamento para tratamento de fototerapia. Inaugurada em maio deste ano, a fototerapia substitui o tratamento com medicações tópicas, diminuindo os custos para o Estado e reduzindo também os efeitos colaterais provocados pelos medicamentos. Além de oferecer aos pacientes desde o tratamento com tecnologias de ponta até acompanhamento psicológico após o diagnóstico.
Além da intervenção medicamentosa e fototerápica, especialistas acreditam que o tratamento deve incluir acompanhamento psicoterápico, que apoia o paciente a enfrentar o preconceito com a doença e assim ter mais qualidade de vida. Na rede pública estadual, os pacientes contam com um grupo de apoio a pacientes com psoríase, que desenvolve atividades lúdicas e de educação em saúde, permitindo sensibilizar pacientes, e promovendo maior interação com os profissionais de saúde.

Atenção: A informação descrita nesse portal, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou no serviço público de saúde.
FONTE: Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Dermatologia, Fundação Alfredo da Matta e International Society of Dermatology.

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